35% das empresas preferem Vista ao XP

Ao encerrar a comercialização do Windows XP, no final de junho, a Microsoft deu aos seus clientes a opção de fazer um downgrade do Vista para o XP, ainda que fosse necessário adquirir uma licença do novo sistema operacional da empresa.
Pois bem, de acordo com dados da comunidade exo.performance.network (xpnet), voltada para usuários de sistemas baseados em Windows, cerca de 35% dos equipamentos vendidos com Vista tiveram seus sistemas operacionais “rebaixados” para o XP.
“O número é extremamente alto, até mesmo para o impopular Vista”, afirmou Randall C. Kennedy, um colaborador da Infoworld cuja empresa, Devil Montain Software, desenvolveu a ferramenta Windows Sentinel e analisa dados da xpnet.
A idéia de fazer um downgrade não é nova para grandes companhias, que possuem ambientes nos quais pode levar um bom tempo para desenvolver e implantar novos softwares.
Mas, por conta de uma mudança nessa política, usuários finais também puderam migrar do Vista para o XP. A maioria dos fabricantes oferece esse tipo de serviço, sem custo, que é utilizado em grande escala por pequenos empresários e gamers.
Setembro 4, 2008 às 11:52 pm |
Eu particularmente prefiro o XP mas ai vai alguns comentários sobre o vista:
Mais confiabilidade e segurança. O Windows XP era um bom sistema operacional, mas vamos admitir — cinco anos atrás, ninguém previu os problemas de segurança e confiabilidade que viriam a assolar os PCs. A Microsoft aprendeu muito desde o lançamento do XP e está mostrando isso agora. O Vista é muito mais estável e seguro do que qualquer versão anterior do Windows.
Internet Explorer no modo protegido. Uma das maiores vulnerabilidades tem sido o navegador IE da Microsoft. O recém-liberado IE7 aborda muitos problemas de segurança, mas o IE7 no Vista vai além. Rodando no modo protegido, o navegador é totalmente isolado do resto do sistema operacional e protege ativamente contra código malicioso. Só isso já vale o preço.
Aero Glass. Computadores na TV nunca rodam o XP, eles rodam belas interfaces com o usuário (mas, infelizmente, apresentam texto na tela como se ele estivesse a 300 bauds, com efeitos sonoros irritantes). A interface do Vista, embora seja um atrativo para os olhos, é um atrativo muito bom. É muito bonita e talvez até fique bem na série CSI (Crime Scene Investigation). Voltar ao XP depois de usar o Vista com todos os elementos do Aero habilitados é complicado. É este visual que os computadores devem ter no século 21.
Centrado em mídia. Mídia é um elemento expressivo do Vista. A forte integração com o Windows Media Player e o shell do Windows tornam realmente fácil lidar com todo o conteúdo importante para você — pesquisar, navegar, identificar, jogar. Música, imagens e vídeo funcionam juntos do modo que você acha que deveriam.
Mudanças desnecessárias na interface com o usuário. Adoro a interface, mas tenho muita coisa investida no Windows antigo e algumas mudanças não fazem sentido para mim. Além disso, por causa do tamanho de alguns alvos nos quais você precisa apontar com seu cursor, a Microsoft está contratando muitos profissionais jovens que têm ótima visão e usam monitores de alta resolução.
Performance. Tanta bondade tem um preço. Embora a maioria dos recursos seja habilitada até certo ponto em PCs medianos, máquinas mais antigas simplesmente não vão estar à altura. Se você quiser rodar o que houver de mais moderno, com todos os recursos da interface habilitados, precisará de um upgrade. Laptops mais antigos, em particular, provavelmente não poderão rodar bem o Vista com todos os elementos da interface ativados.
Compatibilidade. Não é um problema novo, mas o Vista vai confrontar os usuários corporativos, pela primeira vez em muito tempo, com grandes problemas de retrocompatibilidade. No geral, drivers e utilitários low-level serão os mais problemáticos, mas será preciso testar cuidadosamente todos os aplicativos críticos para ver o que funciona ou não.
Custo. O custo da migração vai além do preço do sistema operacional. É necessário computar instalação, teste, hardware e upgrades de software. Isso significa que as migrações maciças serão onerosas.